domingo, 26 de novembro de 2017

Pão

Este é o pão que desce do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente. 
Jo 6:58

Pão do céu
Pão da Terra
Pão da vida,
Pão da morte
Pão da Graça
Pão do cobre
Pão da cura
Pão da fúria
Pão do pão
Pão do não
Pão de cima
Pão de baixo
Pão de Deus
Pão dos homens

Palavra

foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir-se. 
2Cor 12:4

Palavra lavrada
No signo-signo
Palavra lavra
Justa ajustada
Palavra-palavra
Livre de sombras
De véus desvelada
Verbo atemporal
Substância de tudo
Nela, o indizível
Sem ela, nada houve
Palavra-vida-pão
Plena de formas, sons
Silêncios, segredos
Corpo da existência
Sem o qual nada há
Palavra-corpo
Corpo-palavra

LABIRINTOS DA MEMÓRIA




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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Consumado

Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. 
Ef 4:8

Aleluia!
Tempo de Graça
Deus no homem
Morada de Deus

Aleluia!
Tempo sem véu
Sem aguilhão
Emanuel

Aleluia!
Tempo de dons
De homens dons
De renovo bom.

De Nazaré

Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe Filipe: Vem e Vê. 
Jo 1:46

O Nazareno não era nazireu.
Também não era saduceu.
Tão pouco teve parte com farizeus.
O vinho dos essênios não bebeu.

Andava pelas ruas e praças,
Misturado ao povo e cheio de Graça.
Deixou-se tocar pela grande massa,
Condenada a viver vida escassa.

Era Jesus o caminhante.
O filho do homem confiante
No Pai das luzes transbordantes
A iluminar o mundo arquejante.

Era Jesus tido como herege de Nazaré,
Que teve pela prostituta lavado os pés.
Era Jesus tido como herege de Nazaré,
Que não desistiu do homem sem fé.

Então, Jesus lhes respondeu: Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho. Lc 7:22


Aos cegos, a visão.
Aos coxos, o prumo.
Aos leprosos, a pele-pêssego.
Aos surdos, o ouvir.
Aos mortos, o renascer.

Aos pobres, o chamado.
Aos sem-nada, a estrela da manhã.
Aos à margem, um novo tempo.
Aos explorados, a justiça.
Aos andarilhos, uma nova terra.

De onde vem essa boa-nova?

Não vem dos palácios,
Não vem do poder humano,
Não vem do império econômico,
Não vem das corporações,
Não vem de nenhum Estado-nação.

Vem do Carpinteiro de Nazaré.