sábado, 18 de janeiro de 2014

Depuração




Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Ap. 3:15


O Exército de Deus cavalga ao meio-dia.
No asfalto do mundo, uma sinfonia de pedra
Sem cor, sem cheiro, sem luz, sem frescor.
A humanidade sem raiz rege sua idolatria.

O deus-ter despersonaliza o homem feito ser.
Transforma-o, transtorna-o, corporifica-o em coisa,
Em corpo-mercadoria, invólucro da loucura.
E nos abismos do mundo, esse deus-baal conjectura.

Por toda parte a imagem do irreal, do ídolo,
Que construído da substância do delírio,
Infecta até o verme que rasteja nas entranhas do homem.

O Exército de Deus cavalga ao meio-dia.
Com trombetas de fogo, os soldados desnudam a mentira,
Filha da perdição e da mesma substância de baal jaz vencida.

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